LORE: A profecia perdida (The missing prophecy)

Você já viu ou fez a nova quest que foi disponibilizada no último update? Ela é de suma importância para o Lore de “The Elder Scrolls”.

Se você não gosta ou abomina “spoilers”, pare de ler agora, pois daqui para frente só teremos isso. Essa quest pode ser encontrada no banco de qualquer capital de uma aliança (Mornhold, Wayrest e Elden Root) ou nas estalagens das cidades mais importantes de cada mapa. Lá você vai encontrar um Breton, chamado Alessio Guillon, dizendo que uma acólita do culto de Azura, que também exerce a função de oráculo, chamada Rhea, pede para encontra-la na estalagem “Cloudy Dregs Inn” em Wayrest. Nesse encontro, Rhea diz que outros dois companheiros, oráculos como ela, sumiram misteriosamente e que ela pode “ver” a ameaça de “uma besta com três cabeças sobre um só pescoço”. Ela pede sua ajuda para encontrar seus companheiros “perdidos” além de lhe enviar para Pariah Abbey, ainda em Stormhaven, para conversar com a própria manifestação de Azura.

Neste ponto cabe lembrar o final da main quest de Wrothgar, quando uma aparição do profeta lhe avisa que uma guerra entre os Príncipes Daedras se aproxima, informando, na forma de uma charada, os epítetos dos três que estariam por trás dessa trama: “the great deceiver” – o(a) grande enganador(a), “the sewer of discord” – a cloaca da discórdia – e “the patron of darkness” – o(a) patrono(esse) da escuridão/trevas, que poderiam ser, na ordem, Boethiah, Mephala e Nocturnal. Nessa mensagem o espectro do Profeta diz que um dos eventos do começo dessa guerra vai ser a abertura dos portões de “Clockwork City” a cidade “perdida” de Sotha Sil, um dos deuses vivos do Tribunal Dunmeri.

Conversando com a manifestação de Azura, sabemos sobre um evento passado, chamado de “Compact” que poderia ser traduzido como acordo/pacto, onde após Molag Bal ter destruído novamnete uma cidade inteira, Sotha Sil (lembra que acabamos de falar dele, acima?) convocou nove dos principais príncipes daédricos em Coldharbor, para selar um pacto de não interferência deles em Nirn (Azura foi uma das presentes).

No desenvolvimento da aventura, a própria Rhea é também abduzida, porém com as pistas que ela consegue lhe deixar antes do desaparecimento, você começa a salvar os oráculos raptados. Neste ponto você identifica dois dos envolvidos: Mephala e Nocturnal (lembra de Wrothgar, novamente?). Você também descobre onde Rhea está cativa: uma nova dungeon colocada na entrada das “Ruínas de Mazzatun” em Shadowfen. Ao investigar a entrada da ruína encontramos um relatório que informa o nome da nossa aparente vilã (ou agente): Dyzera. Ela menciona neste relatório que usaria o poder profético dos três oráculos para potencializar o poder de três artefatos que estariam em seu poder. Ao entrar nessa ruína, somos apresentados a um até então desconhecido tipo de daedra: Skaafin, seres amarelos que possuem aspecto similar a Clavicus Vile. Numa antecâmara na parte final da dungeon podemos ver uma estátua do próprio Clavicus Vile (embora em uma das paredes da dungeon possamos ver, também, os restos de uma flamula com o símbolo de Boethiah).

Ao recordarmos o Lore de Clavicus Vile, encontramos que seu reino em Oblivion é um ambiente rural e sem nome, povoado por mortais daedras amarelos. Aqui destacamos um dos fatos importantes dessa quest: esses daedras amarelos finalmente recebem uma forma e um nome: skaafin.

No final da dungeon confrontamos os representantes dos três príncipes daédricos: Herne Ghorev, o primeiro herne que vemos desde “TES: Battlespire” (aparentemente é uma forma “superior” de scamp), Kraohl The Defiler (Kraohl o Profanador), que é o segundo profanador que nós vemos (o primeiro foi o chefe final em Cradle of Shadows – eles s parecem pertencer ao tipo de “hoarvor daedra”, semelhante à aranha daédrica) e a própria Dyzera, uma espécie de Dremora (pelo “traje” e por seus ataques em forma de corvos podemos especular que ela pode ser uma manifestação da própria Nocturnal). Após derrotarmos o trio de “chefões”, voltamos à primeira câmara da dungeon onde encontramos os três oráculos em transe. Ao questionarmos Rhea, Azura passa a falar por meio dela. Você é avisado que isso é só o prólogo dos acontecimentos futuros que culminarão na guerra entre os príncipes daedras. A quest é encerrada e você ganha um memento: “Twilight Shard”. Ao questionar Rhea uma ultima vez, ela lhe informa que em sua visão sobre os acontecimentos a única coisa que está clara é uma ilha coberta por cinzas (vulcânicas?).

As considerações finais levam a crer que essa quest é uma das mais importantes de todo Universo ESO (incluindo todos os jogos da franquia – e esse é motivo do nome do nosso site), se por um lado direciona o início da guerra entre os príncipes Daedras para um futuro próximo (a história da expansão Morrowind está situada em pouco mais de 30 anos a contar deste evento), temos a definição do nome dos três príncipes idealizadores do evento, a confirmação da profecia de Wrothgar (e a continuidade deste “momento histórico” do Lore), a apresentação de uma nova espécie de criaturas daédricas, além da introdução do primeiro “palco de operações” dessa guerra: A ilha coberta de cinzas vulcânicas, Vvardenfell e sua gigantesca Montanha Vermelha (além, claro, de Clockwork City).

Apenas um último ponto que me deixou muito intrigado: A profecia de Wrothgar falava em Boethiah, Mephala e Nocturnal. Nesta quest vimos Clavicus Vile, Mephala e Nocturnal. O que teria acontecido com Boethiah, então? Os restos da flamula encontrados na última dungeon poderiam indicar que a “personificação” de Clavicus Viles é mais um de seus engodos (basta lembrarmos que Boethia já se passou por Trinimac no desfecho da migração dos Chimers e surgimento de Malacath e os Orcs) ou ele foi realmente cooptado? Lembremos também que Herne Ghorev, que seria o “chefão” relacionado a Clavicus, não é da “fauna” típica de seu reino, mas está relacionado ao lore de Mehrunes Dagon e Hircine. Ainda em tempo: quem são todos os nove príncipes do “compact”? Quem ficou fora?

Nota 1: eu preferi o sinônimo cloaca a esgoto na tradução do epíteto de Mephala por achar que essa palavra traduz melhor o impacto que o nome deveria causar.

Nota 2: mesmo tendo recebido a chave para teste de Morrowind no PTS, eu optei em não fazer as quests nesse momento, apenas explorei uma parte do mapa e testei os “nerfs”.

 

Por RVFFVS.

Para maiores referências: http://en.uesp.net/wiki/Lore:Main_Page

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Magnus
Magnus
3 anos atrás

Já pensaram em fazer uma história ilustrativa das lore?
Tem um video foda do vestige em pt até dublado, pretendem fazer algo parecido?
Saudade dos tutoriais infame e curtinhos de vcs.
E a onde o dracula está? Rolou uma treta entre vocês?
Estou devorando o site de vcs, é pratico e sem enrolação e bem explicado.
Na gringa entendo nada.
Sonho : ladrao mestre e dracula VS o sypher e um outro gringo que faz uns videos igual de vcs

Marcos
Marcos
3 anos atrás

Fica aonde essa quest?

Frooke
Admin
3 anos atrás
Reply to  Marcos

fica nos bancos das cidades iniciais